domingo, 29 de dezembro de 2019

Pendrive SanDisk de dois terabytes (2TB) (048D:1234)

Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil, domingo, 29 de dezembro de 2019.


Assunto: Pendrive SanDisk de dois terabytes (2TB) (048D:1234)


Alerto a todos que está sendo vendido um pendrive SanDisk cuja capacidade de armazenamento supostamente é de dois terabytes (2TB). A promessa é falsa! Na realidade a capacidade de armazenamento é bem menor (trinta e dois gigabytes - 32GB). O impressionante é que os sistemas operacionais (GNU/Linux e Windows) o reconhecem como tendo dois terabytes de capacidade de armazenamento e o Windows ainda afirma que o dispositivo está funcionando corretamente! Porém, quando tentei gravar dois arquivos na mídia, um arquivo ficou corrompido e imprestável e o outro foi copiado corretamente.

Abaixo algumas informações técnicas a respeito do dito cujo.

Aqui o relatório produzido por um software chamado "ChipGenius":


 = = = = = Início de transcrição = = = = =


Description: [E:]USB Mass Storage Device(VendorCo ProductCode)
Device Type:  Mass Storage Device

Protocal Version: USB 2.00
Current Speed: Full Speed
Max Current: 100mA

USB Device ID: VID = 048D PID = 1234
Serial Number: 8559651033984471

Device Vendor: USB
Device Name: Disk 2.0
Device Revision: 0200

Manufacturer: VendorCo
Product Model: ProductCode
Product Revision: 2.00

Controller Vendor: FirstChip
Controller Part-Number: FC1178BC
Flash ID code:      453C98B37672 - SanDisk - 1CE/Single Channel [TLC] -> Total Capacity = 32GB

Tools on web: http://dl.mydigit.net/search/?type=all&q=FC1178BC


Possible Flash Part-Number
----------------------------
Unknown


Flash ID mapping table
----------------------------
[Channel 0] [Channel 1]
453C98B37672 --------
45454545457F --------
45454545457F --------
45454545457F --------
45454545457F --------
45454545457F --------
45454545457F --------
45454545457F --------


 = = = = = Fim de transcrição = = = = =


O Identificador do Fabricante (Vendor Identification - VID) é o "048D" (de uma organização chamada "Integrated Technology Express, Inc.", supostamente com sede em Taiwan, República da China).

Pesquisei muito na Internet, porém não consegui encontrar nada acerca da Identificação do Produto (Product Identification - PID), que é o "1234".

O código do chip controlador da memória flash é o "FC1178BC", supostamente fabricado por uma organização chamada "FirstChip Technology Limited", com sede localizada supostamente em Hong Kong, China.

O código do controlador do dispositivo flash USB é o "453C98B37672" (de uma organização chamada "Alcor Micro Corporation Ltd.", supostamente com sede em Taiwan, República da China).


Abaixo a saída do comando <fdisk --list> executado após formatação com o formatador do Windows:


 = = = = = Início de transcrição = = = = =

Disco /dev/sdb: 1,9 TiB, 2097152000000 bytes, 4096000000 setores
Unidades: setor de 1 * 512 = 512 bytes
Tamanho de setor (lógico/físico): 512 bytes / 512 bytes
Tamanho E/S (mínimo/ótimo): 512 bytes / 512 bytes
Tipo de rótulo do disco: dos
Identificador do disco: 0x00000000

Dispositivo Inicializar     Início        Fim    Setores Tamanho Id Tipo
/dev/sdb1               4294967295 8589934589 4294967295      2T ff BBT
/dev/sdb2               4294967295 8589934589 4294967295      2T ff BBT
/dev/sdb3               4294967295 8589934589 4294967295      2T ff BBT
/dev/sdb4               4294967295 6770027773 2475060479    1,2T ff BBT

 = = = = = Fim de transcrição = = = = =


Perceba que o sistema operacional (no caso o Debian GNU/Linux 9) reconhece o dispositivo com tendo a capacidade de armazenamento de dois terabytes.

Transcrevo agora a saída do comando <lsusb -vvv -d 048d:1234>:


 = = = = = Início de transcrição = = = = =

Bus 002 Device 010: ID 048d:1234 Integrated Technology Express, Inc. 
Device Descriptor:
  bLength                18
  bDescriptorType         1
  bcdUSB               2.00
  bDeviceClass            0 (Defined at Interface level)
  bDeviceSubClass         0 
  bDeviceProtocol         0 
  bMaxPacketSize0        64
  idVendor           0x048d Integrated Technology Express, Inc.
  idProduct          0x1234 
  bcdDevice            2.00
  iManufacturer           1 USB
  iProduct                2 Disk 2.0
  iSerial                 3 8559651033984471
  bNumConfigurations      1
  Configuration Descriptor:
    bLength                 9
    bDescriptorType         2
    wTotalLength           32
    bNumInterfaces          1
    bConfigurationValue     1
    iConfiguration          0 
    bmAttributes         0x80
      (Bus Powered)
    MaxPower              100mA
    Interface Descriptor:
      bLength                 9
      bDescriptorType         4
      bInterfaceNumber        0
      bAlternateSetting       0
      bNumEndpoints           2
      bInterfaceClass         8 Mass Storage
      bInterfaceSubClass      6 SCSI
      bInterfaceProtocol     80 Bulk-Only
      iInterface              0 
      Endpoint Descriptor:
        bLength                 7
        bDescriptorType         5
        bEndpointAddress     0x01  EP 1 OUT
        bmAttributes            2
          Transfer Type            Bulk
          Synch Type               None
          Usage Type               Data
        wMaxPacketSize     0x0040  1x 64 bytes
        bInterval               0
      Endpoint Descriptor:
        bLength                 7
        bDescriptorType         5
        bEndpointAddress     0x82  EP 2 IN
        bmAttributes            2
          Transfer Type            Bulk
          Synch Type               None
          Usage Type               Data
        wMaxPacketSize     0x0040  1x 64 bytes
        bInterval               0
Device Qualifier (for other device speed):
  bLength                10
  bDescriptorType         6
  bcdUSB               2.00
  bDeviceClass            0 (Defined at Interface level)
  bDeviceSubClass         0 
  bDeviceProtocol         0 
  bMaxPacketSize0        64
  bNumConfigurations      1
Device Status:     0x0000
  (Bus Powered)

 = = = = = Fim de transcrição = = = = =


Por fim, transcrevo a saída do comando <dmesg | grep sd >:

= = = = = Início de transcrição = = = = =

usb 2-1.2.4: new full-speed USB device number 6 using ehci-pci
usb 2-1.2.4: not running at top speed; connect to a high speed hub
usb 2-1.2.4: New USB device found, idVendor=048d, idProduct=1234
usb 2-1.2.4: New USB device strings: Mfr=1, Product=2, SerialNumber=3
usb 2-1.2.4: Product: Disk 2.0
usb 2-1.2.4: Manufacturer: USB
usb 2-1.2.4: SerialNumber: 8559651033984471
usb-storage 2-1.2.4:1.0: USB Mass Storage device detected
scsi6 : usb-storage 2-1.2.4:1.0
usbcore: registered new interface driver usb-storage
scsi 6:0:0:0: Direct-Access     VendorCo ProductCode      2.00 PQ: 0 ANSI: 4
sd 6:0:0:0: Attached scsi generic sg2 type 0
sd 6:0:0:0: [sdb] 4096000000 512-byte logical blocks: (2.09 TB/1.90 TiB)
sd 6:0:0:0: [sdb] Write Protect is off
sd 6:0:0:0: [sdb] Mode Sense: 03 00 00 00
sd 6:0:0:0: [sdb] No Caching mode page found
sd 6:0:0:0: [sdb] Assuming drive cache: write through
sdb: unknown partition table
sd 6:0:0:0: [sdb] Attached SCSI removable disk

 = = = = = Fim de transcrição = = = = =


Em todos os relatórios emitidos pelo sistema operacional, o dispositivo aparece como tendo a capacidade de armazenamento de dois terabytes (2TB), porém sua capacidade real de armazenamento, de acordo com o aplicativo "ChipGenius" é de trinta e dois gigabytes (32GB).

A mídia foi reprovada no teste de gravação e leitura com o software "h2testw":

= = = = = Início de transcrição = = = = =

Error writing file 'E:\1.h2w', offset 0x1400000.
It is still possible to verify the test data written up to this point.
(O sistema não pode encontrar o arquivo especificado. Code 2)
Warning: Only 1999980 of 1999983 MByte tested.
Writing speed: 0.98 MByte/s
H2testw v1.4


Error writing file 'E:\1.h2w', offset 0x300000.
It is still possible to verify the test data written up to this point.
(O sistema não pode encontrar o arquivo especificado. Code 2)
Warning: Only 1999980 of 1999983 MByte tested.
Writing speed: 900 KByte/s
H2testw v1.4


Error writing file 'E:\1.h2w', offset 0x100000.
It is still possible to verify the test data written up to this point.
(O sistema não pode encontrar o arquivo especificado. Code 2)
Warning: Only 1999980 of 1999983 MByte tested.
Writing speed: 891 KByte/s
H2testw v1.4

 = = = = = Fim de transcrição = = = = =


E também foi reprovada no mesmo teste com o software "dd":

= = = = = Início de transcrição = = = = =

Saída do comando <time dd if=/dev/zero of=/dev/sdb bs=1GB conv=sync>:

dd: erro de escrita de '/dev/sdb': Erro de entrada/saída
423+0 registros de entrada
422+0 registros de saída
422999998464 bytes (423 GB, 394 GiB) copiados, 47434 s, 8,9 MB/s

real    790m34,332s
user    0m0,042s
sys     10m10,872s

 = = = = = Fim de transcrição = = = = =


Fica o alerta. Cuidado!

Mesmo que o sistema operacional lhe informe que a mídia tem capacidade de armazenamento de dois terabytes (2TB), desconfie, especialmente se o preço estiver muito abaixo da média de mercado. Uma mídia com dois terabytes de armazenamento custa caro.


Jamenson Ferreira Espindula de Almeida Melo
Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil
Usuário GNU/Linux nº 166197
https://linuxcounter.net/cert/166197.png

Impressão digital da chave PGP:
234D 1914 4224 7C53 BD13  6855 2AE0 25C0 08A8 6180

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Comandos para eliminar as tarjas pretas de arquivos de filmes

Comandos para eliminar as tarjas pretas de arquivos de filmes
("Useful to remove black bands from widescreen movies")

Para retirar as tarjas pretas de arquivos VOB (remover faixas pretas de filmes widescreen), primeiro é necessário calcular as dimensões da área a ser cortada ("crop").

No aplicativo "FFplay" (Projeto FFmpeg <https://www.ffmpeg.org/>):

ffplay -vf cropdetect movie.vob


No aplicativo "MPlayer" (Projeto MPlayer <http://www.mplayerhq.hu/>):

mplayer -vf cropdetect movie.vob


Detectadas as dimensões ideais para cortar ("crop"), utiliza-se um outro filtro de vídeo (o "crop") para aplicar os valores encontrados e eliminar as tarjas pretas.

Informações de versões:

Sistema Operacional: Debian GNU/Linux 9 (stretch)

ffplay version 3.2.12-1~deb9u1 Copyright (c) 2003-2018 the FFmpeg developers

MPlayer 1.3.0 (Debian), built with gcc-6.2.1 (C) 2000-2016 MPlayer Team

Jamenson Ferreira Espindula de Almeida Melo
Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil
Usuário GNU/Linux nº 166197
https://linuxcounter.net/cert/166197.png

Impressão digital da chave:
234D 1914 4224 7C53 BD13  6855 2AE0 25C0 08A8 6180

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Método para instalar o "TWRP Recovery" via Debian GNU/Linux 9 (stretch)

Método para instalar o "TWRP Recovery" via Debian GNU/Linux 9 (stretch)

Eu acabei de instalar o software "TWRP Recovery" em meu Samsung Galaxy Tab E 9.6 (3G) (SM-T561M). O meu dispositivo tem as seguintes especificações (algumas delas):

Firmware Version Info
(PDA: T561MUBU0APL2 CSC: T561MZTO0APL1 CHANGELIST: 1162810 BUILD DATE: 19.12.2016) 
(Android security patch level: 01.12.2016)

Saída do comando *#1234#:

AP: T561MUBU0APL2
CP: T561MUBU0APL1
CSC: T561MZTO0APL1

CPU: Spreadtrum

Eu instalei ("flashed") o arquivo "recovery.img" usando o seguinte método (em um Terminal, como usuário normal):

heimdall flash --RECOVERY twrp_2.8.7.0_sm-t561/recovery.img --verbose --no-reboot --stdout-errors --usb-log-level debug

O Sistema Operacional usado foi: Debian GNU/Linux 9 (stretch)
Heimdall v1.4.1

Verificado com o "Root Checker": "Root access is properly installed on the device!"

É isso!

Jamenson Ferreira Espindula de Almeida Melo
Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil
GNU/Linux user # 166197
https://linuxcounter.net/cert/166197.png

Key fingerprint:
234D 1914 4224 7C53 BD13  6855 2AE0 25C0 08A8 6180

domingo, 27 de janeiro de 2019

Como instalar ADB e Fastboot no Mac, Linux e Windows

Tradução livre do texto "Android Basics: How to Install ADB & Fastboot on Mac, Linux & Windows", de autoria de Dallas Thomas.
URL do original em inglês: <https://android.gadgethacks.com/how-to/android-basics-install-adb-fastboot-mac-linux-windows-0164225/>. Acesso em: 27 de janeiro de 2019.

Como instalar ADB e Fastboot no Mac, Linux e Windows

Por Dallas Thomas. Publicado em: 02 de outubro de 2017 as 7:10 PM

ADB e Fastboot possivelmente são as ferramentas mais importantes para qualquer aficionado em Android. Elas podem fazer tudo, de backup do seu dispositivo e modificar a resolução da sua tela a "rootear" seu telefone e abri-lo para centenas de ajustes e personalizações. O que é ainda melhor é que elas podem ser baixadas e instaladas em qualquer dos três principais Sistemas Operacionais de computador em apenas alguns cliques.


Método 1: Instalar "SDK Tools" do Android (Windows, Mac, ou Linux)

A sua primeira (e possivelmente melhor) opção é instalar o "SDK Tools" do Android, o qual vem com o ADB e o Fastboot. Ela é atualizada regularmente pela Google.

O processo de instalação varia dependendo do seu Sistema Operacional, então nós o descrevemos em três seções separadas. Quando terminar, assegure-se de acessar a seção "Todos os Sistemas Operacionais" abaixo para finalizar seu trabalho.


Instruções de Instalação Para Windows

Os usuários de Windows simplesmente podem executar o arquivo EXE <https://dl.google.com/android/installer_r24.4.1-windows.exe> e seguir as instruções para instalar a SDK Android. Quando a instalação terminar, será solicitada a atualização do "SDK Tools". Quando ver esse menu, certifique-se de que a opção "Android SDK Platform-tools" esteja selecionada, então clique "Install".

Quando a instalação estiver completamente finalizada, o "Android SDK Tools" será salvo na pasta "C:\Program Files (x86)\Android\android-sdk\". Lembre-se dessa localização, pois você precisará abrir uma janela de comando na pasta "platform-tools", a qual está localizada dentro de "C:\Program Files (x86)\Android\android-sdk\" quando você desejar executar comandos ADB ou Fastboot.

Após isso, será necessário baixar os drivers do ADB, de forma que o novo software possa interagir com o seu dispositivo. Você pode baixar os drivers neste link <http://download.clockworkmod.com/test/UniversalAdbDriverSetup.msi> - apenas execute o arquivo, então siga os prompts e pronto.


Instruções de Instalação Para Mac

Se estiver usando um Mac, extraia o ZIP em uma pasta que você possa acessar facilmente, e tome nota da localização dessa pasta, pois aí é onde você precisará abrir uma janela de comando onde possa enviar comandos ao ADB e ao Fastboot.

A partir dali, abra a pasta "android-sdk-macosx", e vá até a pasta "tools" dentro dela. Clique duas vezes no arquivo "android" para invocar o instador do SDK.

Dali, certifique-se de que a opção "Android SDK Platform-tools" esteja selecionada, e clique "Install". Depois disso, apenas siga os prompts para instalação e clique em "Accept" quando aparecer o prompt sobre contratos de licença.

Perceba que, como um usuário Mac, você precisará adicionar um ponto e uma barra (./) na frente de quaisquer comandos ADB ou Fastboot que você vê listados na maioria dos sites. Em outras palavras, quando um guia te disser para digitar "adb devices" ou algo semelhante, digite "./adb devices".


Instruções de Instalação Para GNU/Linux

Se você estiver executando GNU/Linux, extraia o arquivo "android-sdk_r24.4.1-linux.tgz", abra uma janela de terminal e mude o diretório de trabalho para "/android-sdk-linux/tools/" recém extraído. Depois, digite "android sdk" para invocar o "SDK Manager", então certifique-se de que a opção "Android SDK Platform-tools" esteja selecionada e clique "Install".

Ao final, será necessário instalar os drivers. Para fazer isso, baixe e extraia este arquivo ZIP <http://d-h.st/oOh>, então execute o script em um Terminal e pronto.

Perceba que, como um usuário de GNU/Linux, você precisará adicionar uma barra (/) na frente de quaisquer comandos ADB ou Fastboot que você vê listados na maioria dos sites. Em outras palavras, quando um guia te disser para digitar "adb devices" ou algo semelhante, digite "/adb devices".


Todos os Sistemas Operacionais

Quando tiver instalado o "Android SDK Tools", você esterá pronto para enviar comandos ao ADB e ao Fastboot. Porém, para ter certeza de que não haverá problemas no futuro, existe um último passo a ser dado.

Primeiro, certifique-se de que "USB debugging" esteja habilitado no seu dispositivo Android. Essa configuração pode ser encontrada no menu de opções "Developer", o qual pode ser ativado usando estas instruções <https://android.gadgethacks.com/how-to/android-basics-enable-developer-options-usb-debugging-0161948/>. Dali, simplesmente conecte o seu telefone ou tablet ao computador com um cabo USB, então você deveria ver um prompt perguntando: "Allow USB debugging?" no seu dispositivo Android.

Para finalizar, marque a caixa "Always allow from this computer", então pressione "OK". Quando finalizar, você não deverá mais ter problemas para enviar comandos ao ADB e ao Fastboot no futuro.


Método 2: Instalar um Programa ADB Autônomo (Windows)

Graças ao utilitário "Minimal ADB and Fastboot", de autoria de shimp208 <http://forum.xda-developers.com/member.php?u=35586303>, existe uma maneira rápida e indolor de instalar o ADB e o Fastboot no Windows (veja-se: <http://forum.xda-developers.com/showthread.php?t=2317790>). Entretanto, perceba que essa ferramenta _não_ é atualizada tão frequentemente quanto o "Android SDK Tools" oficial da Google, de forma que algum recurso pode estar faltando aqui e ali.

Tudo o que você deve fazer é baixar o instalador ADB (.exe) <https://www.androidfilehost.com/?fid=385035244224386526>, e então executar o arquivo e seguir os prompts.

Depois disso, tudo estará configurado para usar os comandos ADB e Fastboot. Para fazer isso, apenas vá até a pasta "C:\Program Files (x86)\Minimal ADB and Fastboot\", pressione (e mantenha pressionado) o botão "shift" no seu teclado, clique (com o botão direito do mouse) em qualquer espaço vazio e escolha "Open command window here" (Abrir janela de comando aqui).


Método 3: Instalar um Programa ADB Autônomo (Mac e GNU/Linux)

Se você estiver usando um computador Mac ou GNU/Linux, você não terá a luxúria de usar um programa para instalar o ADB e o Fastboot. Em vez disso, você terá de usar um comando de Terminal (para usuários Mac, veja-se <https://tag.wonderhowto.com/terminal-mac/>).

Entretanto, isso instalará o ADB e o Fastboot de uma maneira que possa ser usado a partir de qualquer diretório. Portanto, você não deve se preocupar em mudar o diretório de trabalho (executando o comando "cd") para conseguir executar os comandos do ADB e do Fastboot adequadamente.

Para instalar o ADB e o Fastboot, você precisará executar um script <http://forum.xda-developers.com/showthread.php?t=2564453> criado por corbin052198 <http://forum.xda-developers.com/member.php?u=4516295>. Não existe um arquivo atual para download dado que o Terminal (Mac) lidará com o download e instalação. Então, para iniciar, basta executar o seguinte comando no Terminal (Mac). Você precisará de uma conexão ativa com a Internet para executar isto adequadamente, e precisará digitar a sua senha (de administrador da máquina) para continuar:

bash <(curl -s https://raw.githubusercontent.com/corbindavenport/nexus-tools/master/install.sh)

Se ocorrer erro, tente este comando alternativo:

cd ~ && curl -s -o ./install.sh "http://github.com/corbindavenport/nexus-tools/raw/master/install.sh" -LOk && chmod +x ./install.sh && ./install.sh && rm ./install.sh


Agora você deveria ter uma cópia completamente funcional e atualizada do ADB e do Fastboot no seu computador.

Jamenson Ferreira Espindula de Almeida Melo
Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil
Usuário GNU/Linux nº 166197
https://linuxcounter.net/cert/166197.png

Impressão digital da chave:
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sábado, 26 de janeiro de 2019

O Guia Completo Para "Rootear" Seu Telefone Android ou Tablet

Tradução livre de "O Guia Completo Para "Rootear" Seu Telefone Android ou Tablet" de autoria de Khamosh Pathak.
URL do texto original em inglês: <https://www.makeuseof.com/tag/take-control-android-rooting-guide/>

Por Khamosh Pathak, publicado em 07 de agosto de 2017.


O telefone Android que você está usando agora mesmo está executando em um ambiente "sandboxed". Diferente do seu PC Windows ou Mac, você não pode ir olhando em volta ou bagunçando os arquivos de sistema. Você apenas pode operar dentro de parâmetros predefinidos que são definidos pela Google e seu fabricante. O acesso "root" é o caminho para se libertar.

Nos termos mais simples, "rootear" seu telefone Android significa tomar o controle do seu dispositivo inteiro, desde o código que está executando o Sistema Operacional. É belíssimo, perigoso e super recompensador. "Rootear" te dá acesso a arquivos de sistema, pastas e comandos de sistema - coisas que normalmente são escondidas do usuário.

Uma vez que você tenha acesso de "root", você estará habilitado a fazer coisas que meros mortais apenas sonham. Você estará habilitado a remover o supérfluo, atualizar para a versão mais recente do Android mesmo se ela não for oficialmente suportada, e você poderá modificar todas as partes do software. Porém, como nosso amigável super herói vizinho sempre diz: "com grandes poderes vem grandes responsabilidades".

O que nos deixa a seguinte questão: vale a pena?


As Vantagens do Acesso "Root"

É importante perceber que apenas ganhar acesso "root" não resolverá imediatamente todos os seus problemas. "Rootear" somente te dará o poder de resolver. Aqui estão todas as claras vantagens do uso de um telefone Android "rooteado".

Remova bloatware[1]: Você poderá remover o "bloatware" da operadora ou do fabricante que estava pré-instalado em seu telefone.

Melhores cópias de segurança: Você poderá produzir cópias de segurança de aplicativos individuais junto com os respectivos dados utilizando o software "Titanium Backup". E um "Nandroid Backup" te dará uma cópia de segurança de seu Sistema Operacional inteiro apenas com um toque.

ROMs[2] personalizadas: se o seu telefone está executando lento, apenas troque para uma ROM personalizada. Normalmente ela vem com a versão mais atual do Android e os correções de segurança mais recentes. A maior parte das ROMs personalizadas roda em "stock Android", de forma que o seu telefone executará muito mais depressa.

Aplicativos e características extra: você poderá executar aplicativos que não estão disponíveis na loja virtual, e você poderá ajustar não apenas o software, mas também o hardware (por overclock[3] e underclock[4] da CPU).

Vida extendida: o "HTC HD 2" é uma lenda no mundo "rooting". O telefone foi lançado no final de 2009, porém, graças a ROMs personalizadas, ele consegue rodar o "Android 7.0 Nougat" sete anos após seu lançamento. Para você, uma ROM personalizada poderia significar um ano extra ou dois com o seu telefone atual.


Coisas Que Você Perde Ao "Rootear"

Vamos falar sobre os contras. Enquanto não mais é ilegal "rootear" seu telefone Android em países como os Estados Unidos da América do Norte, você certamente perde sua garantia ao fazer isso. Isso não é o fim do mundo, entretanto, pois você normalmente pode "desrootear" seu dispositivo e voltar ao "stock" se você desejar. Após isso, a garantia deveria estar de volta. Alguns fabricantes implementam maneiras de saber se você alguma vez "rooteou", porém frequentemente existem soluções alternativas para isso.

Algo que te afetará no dia-a-dia é a incompatibilidade com alguns aplicativos. Aplicativos como WhatsApp e Netflix levantarão um alerta. Certos aplicativos de bancos eventualmente te deixarão inteiramente de fora. Uma vez que você está "rooteado", você precisará ter cuidado com as atualizações de software. Uma atualização importante pode afetar sua situação de "root" e, se você tiver personalizações instaladas, poderá acabar "brickando"[5] seu telefone.

Por último, você precisará ter cuidado extra com o que você faz com o seu telefone. Por causa do acesso "root" que os aplicativos tem, um aplicativo malicioso ou ajuste podem provocar muito mais dano agora.


Dicionário de "Rooting"

Bootloader: o carregador de inicialização ("Bootloader") é um pedaço de softare no seu telefone que inicializa o sistema de restauração e o Sistema Operacional. Quando você inicializa o telefone, esse é o primeiro pedaço de software a ser executado.

Root: o termo "root" é uma relíquia do mundo Linux (o Android roda no Linux). Ganhar acesso "root" significa ganhar acesso de administrador ou super usuário ao dispositivo inteiro, no seu mais básico nível.

Recovery: a primeira coisa que o bootloader faz é a restauração. Uma restauração personalizada como TWRP te devolverá o dispositivo inteiro, ajustes de flash, e instala um novo Sistema Operacional personalizado.

Custom ROM: uma ROM personalizada ("Custom ROM") é um Sistema Operacional substituto. Ela é compatível com o nível mais fundamental, porém personalizada ou modificada em algum outro aspecto. Uma ROM personalizada pode ter aplicativos especiais, características extras, ou ajustes ao código que tornam seu telefone mais rápido e mais seguro.

SuperUser: quando você "rooteia" seu telefone, é instalado um binário "su"[6]. Você pode usar aplicativos como "SuperSU" para gerenciar o acesso de super usuário. Conceda a aplicativos de forma que eles possam interagir com o nível de "root" do Sistema Operacional.

ADB: "Android Debug Bridge" permite a comunicação ao seu dispositivo Android a partir do seu PC utilizando a linha de comandos. Para alguns dispositivos, essa é a única maneira de obter o acesso super usuário.

Kernel: um kernel é o que existe entre o hardware e o software do telefone, tornando fácil para o software comunicar, interagir e mexer com o hardware. Se você é do tipo ambicioso, você pode trocar o kernel por algo personalizado. Isso pode te dar um aumento de desempenho e acesso a mais recursos.

Xposed Framework: "Xposed" é uma ferramenta de modificação. Os módulos disponíveis para "Xposed" pertitem ajustar o comportamento do sistema e dos aplicativos. Você pode obter recursos a partir de ROMs personalizadas sem atualmente trocar para uma.

Brick[5]: quando o seu telefone apenas se recusa a inicializar, ele está oficialmente "brickado". Não se preocupe - geralmente você pode recuperá-lo e tê-lo funcionando novamente, restaurando um Backup Nandroid.

Nandroid: uma vez que você for super usuário, estará apto a produzir "Nandroid backups" usando a restauração personalizada. Isso restaura completamente seu telefone inteiro, incluindo aplicativos e dados que você pode restaurar após ter instalado uma ROM personalizada diferente. Dessa forma, mesmo que você atualize uma ROM, você não pode perder quaisquer dados.


Produza Uma Cópia de Segurança Antes de "Rootear"

Quando o carregador de inicialização for destravado, todos os seus dados serão apagados no processo. Dessa maneira, é realmente importante que você produza uma cópia de segurança dos seus dados antes de dar o primeiro passo.

Android não tem um sistema único de cópia de segurança para todos os aplicativos e dados (apesar de que você ganhará essa habilidade uma vez que for super usuário). Como "rooting" pode ser um negócio arriscado, é melhor copiar todos os seus dados importantes primeiro - contatos, mensagens, documentos de trabalho, imagens, etc. Para ter certeza de que seus dados do Google estão sendo sincronizados com os servidores da Google, vá para Configurações > Contas > Google.

Para contatos e e-mail, apenas certifique-se de que a sincronização do Google esteja ativada e que ela esteja pronta (contanto que você use o Gmail). Para fotos, você pode ou copiá-las para o seu PC ou carregá-las para o "Google Photos". Para quaisquer documentos importantes que você possa ter no seu dispositivo, nós recomendamos carregá-los para o "Google Drive" ou "Dropbox".

Existem também alguns aplicativos que podem ajudar a produzir cópias de segurança de outros dados que você possa ter.


Como "Rooting" Funciona Atualmente

Usualmente, "rooting" é um negócio de três passos: destravar o carregador de inicialização, instalar ("flash") uma restauração nova, então usar a restauração nova para instalar um arquivo .ZIP que te dará acesso de super usuário.

A primeira coisa de que você precisa é de um carregador de inicialização destravado. Para a maior parte dos dispositivos populares, existe algum tipo de solução alternativa para destravar o carregador de inicialização. Antes de ir em frente, verifique se o carregador de inicialização do seu dispositivo pode ser destravado via uma rápida busca com o Google. Cada dispositivo Android é diferente.

Uma vez que o carregador de inicialização esteja destravado, a próxima coisa é trocar de uma restauração de sistema para uma restauração personalizada. Uma restauração de terceiros como TWRP te permite coisas como instalar .ZIPs, instalar ajustes, produzir cópias de segurança, e executar comandos. Nós usaremos nossa nova restauração para instalar um .ZIP que nos dará acesso de super usuário.

Uma vez que esteja executando uma restauração como TWRP, você instalará um arquivo "SuperSU" que te dará acesso de super usuário. Quando você reinicializar o seu dispositivo, você achará que nada mudou atualmente. Você apenas ganhou o poder de fazer mudanças. Não se preocupe, as mudanças reais estão vindo. Falaremos acerca da instalação de uma ROM nova, gerenciando ajustes, e utilizando aplicativos habilitados a super usuário nas seções abaixo.


Você Deveria Se Tornar Super Usuário?

Agora que você sabe o que é "rooting", as vantagens, e como exatamente se faz, é hora de fazer a seguinte pergunta: você deveria se tornar super usuário? Usar um telefone "rooteado" é (e eu digo isso sem uma pitada de ironia), um estilo de vida. Assim como preparar sua própria cerveja ou construir consoles de jogo retrô é um estilo de vida. Para algumas pessoas, funciona; para algumas, não.

Neste ponto, você deve decidir se funciona para você. Ou você pode decidir quando já estiver usando um dispositivo "rooteado". Se você está entusiasmado com a noção de controle completo sobre o seu dispositivo Android (tudo o que isso implica), vá em frente. Se você está desesperado para conseguir mais desempenho da sua máquina, vá em frente e instale uma ROM personalizada.

Lembre-se de que você precisa estar atento a muitas coisas, você precisará ser mais cauteloso antes de fazer uma alteração significativa no sistema operacional. Pois, quando se trata da vida de super usuário, não existem atalhos.


Porque Você Provavelmente Não Deveria Usar Ferramentas de Um Clique

Se o seu dispositivo tem um carregador de inicialização destravável, existem duas direções principais que você pode tomar. Ou você pode ir da maneira antiga ou você pode usar uma ferramenta de um clique.

A maneira antiga implica conectar seu telefone Android ao seu PC e manualmente passar comandos ao telefone usando a linha de comando.

O apelo de uma ferramenta de um clique (uma que funciona a partir do próprio dispositivo ou via um PC) é que ela toma conta de tudo para você. A rota manual dá mais controle sobre o processo e é bem mais confiável. Quando se trata de ferramentas de um clique, você está à mercê do desenvolvedor e o quão bem ela (a ferramenta) é personalizada para o seu dispositivo.

Você encontrará muitas ferramentas de "rooting" de um clique como KingRoot, KingoRoot, CF-Auto-Root, OneClickRoot, e assim por diante.

Aqui está como uma ferrramenta de "rooting" de um clique como KingRoot funciona. KingRoot é apenas uma base de dados de "exploits". Quando você usa o aplicativo, ele carrega os detalhes do seu dispositivo para o servidor dela e descarrega o "exploit" relevante de volta no dispositivo o qual desabilita os parâmetros de segurança. Isso permite que o aplicativo ganhe acesso de super usuário.

O problema é que seu uso de "exploits" as torna notoriamente não confiáveis. "Exploits" usualmente são bloqueados com atualizações de software. E, as vezes, os "exploits" podem variar, dependendo da versão so Sistema Operacional e do tipo de telefone.

Aplicativos como KingRoot e KingoRoot instalam seus próprios aplicativos de limpeza no processo. Dessa maneira, mesmo que seu telefone termine sendo "rooteado", você agora terá mais "bloatware"[1] para lidar. Mais, utilitários como KingRoot somente funcionam se você tiver um carregador de inicialização destravado, e eles não instalam uma restauração personalizada como TWRP. Se a sua meta for executar uma ROM personalizada, é melhor se você pelo processo manual.

O conselho para uso de uma ferramenta de "rooting" de um clique é simples: somente use se ela for a sua única opção.


Como "Rootear" Seu Telefone Android

Centenas de dispositivos diferentes, milhares de ferramentas, e dezenas de versões de Android signiicam que existe um milhão de diferentes maneiras de "rootear" um telefone Android. Porém, tudo o que você realmente precisa saber é como funciona para o seu dispositivo.

Se você tiver um telefone Nexus, Pixel, OnePlus, LG, ou HTC, o processo será bem direto (mesmo que seja um pouco tedioso). Se você estiver usando algo de uma marca obscura, vai ser um pouco mais difícil. Se você usa um carro-chefe da Samsung como o Galaxy S8, pode ser absolutamente impossível. Vamos descobrir.

Abra uma nova aba do navegador, pois é tempo para alguma pesquisa de Internet à moda antiga! Primeiro de tudo, vá até o fórum "XDA Developers" e pesquise pelo seu dispositivo.

XDA é o melhor recurso comunitário para tudo relacionado a "rooting", "modding" e ROMs personalizadas. Você encontrará guias detalhados sobre como "rootear" seu dispositivo, como instalar ROMs personalizadas, e mais. Mais importante, os guias lá sempre estarão atualizados. Certamente, mais do que qualquer processo passo-a-passo que eu pudesse descrever para você aqui.

Alternativamente, pesquise em ambos Google e YouTube por frases como "como destravar o gerenciador de carregamento do (seu telefone aqui)" ou "como 'rootear' (seu telefone aqui)". Aqui está a regra prática - favorece o resultado baseado na comunidade. Um guia para "rootemento" do "OnePlus 3T" que está hospedado no fórum oficial OnePlus será bem mais útil que aquele que algum blog escreveu. Uma vez que você ache a postagem no fórum, leia os comentários e confira as etapas com algumas fontes diferentes.

As etapas variam de acordo com diferentes dispositivos, mas geralmente é assim:

1. No seu PC, você precisará instalar os drivers ADB e Fastboot. No seu telefone, ative a Depuração USB.
2. Quando o telefone estiver conectado ao PC, coloque-o no modo Fastboot e use o prompt de comando para enviar os comandos para o telefone. É assim que você desbloqueia o bootloader e depois instala uma restauração personalizada como o TWRP.
3. Inicialize na restauração personalizada TWRP, instale o arquivo "SuperSU" que você copiou para o dispositivo, e está "rooteado". Execute o aplicativo "Root Checker" para confirmar o acesso de super usuário.


Instale Uma ROM Personalizada

Agora que você é super usuário, desejará instalar uma ROM personalizada. Nesse momento, o processo é, em sua maior parte, o mesmo, não importa qual dispositivo você esteja usando. É importante perceber que, quando você instala uma ROM personalizada, você está basicamente substituindo o Sistema Operacional inteiro com um novo. Assim, você perderá todos os seus dados.

Por esse motivo você deveria primeiro produzir um "Nandroid backup" para a caso de a ROM personalizada não funcionar. Na restauração TWRP, toque em "Backup" para iniciar. Também, copie aplicativos e dados individuais usando o "Titanium Backup" de forma que, uma vez que a ROM personalizada esteja instalada, você possa restaurar todos os seus aplicativos favoritos exatamente da forma como estavam.

Após assegurar-se que a ROM personalizada é compatível com o seu dispositivo, faça o download dela para a memória interna do seu telefone. Inicialize na restauração TWRP, encontre o arquivo e instale-o. Quando reinicialiar, você estará executando um Sistema Operacional completamente novo. Aqui estão algumas das principais ROMs personalizadas que você deveria dar uma olhada: LineageOS, PAC-ROM, Paranoid Android.


Aplicativos Em Modo "Root" Que Você Testar

Titanium Backup: se você gosta de experimentar ROMs personalizadas, "Titanium Backup" é o primeiro aplicativo a ser instalado após o "rooteamento". Esse aplicativo permite o backup de outros aplicativos junto com seus dados. Você pode até mesmo sincronizá-lo usando serviços em nuvem, como Dropbox, de forma que os dados dos seus aplicativos sempre esterão seguros, ainda que o seu telefone termine seriamente danificado.

Greenify: "Greenify" é a melhor maneira de aumentar a vida da bateria do seu telefone. "Greenify" mostra quais aplicativos estão em execução em segundo plano e quantas vezes esses aplicativos estão despertando seu dispositivo do modo de suspensão. Você pode decidir quais processos de aplicativos congelar em segundo plano. É semelhante ao recurso "Doze", porém com esteróides.

Tasker: "Tasker" é um poderoso aplicativo de automação. Você pode configurar fluxos de trabalho no estilo IFTTT que iniciam um programa que você já configurou. Você pode ter as luzes apagadas quando sair de casa ou automaticamente iniciar o "Spotify" quando conectar seus fones de ouvido Bluetooth.

Xposed Framework: o aplicativo "Xposed Framework" é necessário para instalar certo módulos. A rica biblioteca de módulos Xposed permite que você ajuste seu dispositivo ao seu conteúdo predileto. Atualmentem o "Xposed Framework" funciona confiávelmente apenas nos dispositivos "Lollipop" e "Marshmallow".

Nandroid Manager: esse aplicativo permite a interação com seus backups Nandroid. Você pode extrair arquivos a partir de tais backups ou facilmente produzir cópias de segurança de aplicativos e seus respectivos dados.

Flashify: como um instalador ("flasher") frequente, "Flashify" tornará a sua vida mais fácil. O aplicativo facilita a instalação de GAPPs, .ZIPs, kernel e mais. A utilização da interface do "Flashify" é muito mais rápida do que na restauração TWRP.

Link2SD: esse aplicativo cria um link perfeito entre o armazenamento interno e o cartão SD, de forma que os outros aplicativos "acham" que você está usando apenas o armazenamento interno. Isso pode te ajudar a mover dados de aplicativos (especialmente mídia) para o cartão SD sem avisá-los.

Magisk: esse pequeno e engenhoso aplicativo ajuda a esconder dos demais aplicativos o seu estado de super usuário. Dessa maneira você pode fazer o download de filmes do Netflix, mesmo quando no modo de super usuário.


Fique Atento

Como eu disse antes, o "rooteamento" é um estilo de vida e estar alerta é parte do pacote. Portanto, tenha cuidado quando estiver nas trincheiras, sem a segurança do ambiente seguro. Consulte fontes confiáveis, como o "XDA", e você ficará bem. Evite apenas instalar qualquer coisa (e se você é um encrenqueiro, certifique-se de ter feito o backup).

Você decidiu "rootear" seu telefone Android? Porque? Quais tipos de aplicativos e ROMs personalizadas você está usando? Compartilhe conosco nos comentários abaixo.



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Notas de rodapé:

[1]: Nota do Tradutor: de acordo com o Google Tradutor, "bloatware" é um software cuja utilidade é reduzida por causa do excessivo espaço em disco e memória que ele exige.

[2]: ROM: Quando usada em referência a um emulador, uma ROM é um arquivo que contém todo o código originário de um jogo de console. Também usado como um sinônimo para ROM personalizada. <https://android.gadgethacks.com/news/big-android-dictionary-glossary-terms-you-should-know-0165594/#jump-rom>.

Emulador: Software que permite a um Sistema Operacional executar aplicativos não nativos ou jogos originários de outro Sistema Operacional. Mais comumente, os emuladores do Android são usados para jogar jogos de console ou ROMs da Nintendo, PlayStation, e outros. <https://android.gadgethacks.com/news/big-android-dictionary-glossary-terms-you-should-know-0165594/#jump-emulator>.

ROM personalizada: Uma versão do Android feita por desenvolvedores independentes para substituir o Sistema Operacional existente em um telefone ou tablet. Normalmente instalada por meio de uma restauração personalizada, e geralmente inclui várias otimizações, bem como recursos extras. <https://android.gadgethacks.com/news/big-android-dictionary-glossary-terms-you-should-know-0165594/#jump-customrom>.

Restauração Personalizada: Software de terceiras pessoas que substitui o menu de restauração do "Android stock", adicionando a habilidade de instalar pacotes de modificação (ZIPs "flasháveis"), criar backups NANDroid e de instalar ROMs personalizadas. <https://android.gadgethacks.com/news/big-android-dictionary-glossary-terms-you-should-know-0165594/#jump-customrecovery>.

[3]: de acordo com a Wikipedia, "overclocking" é o nome que se dá ao processo de forçar um componente de um computador a rodar numa frequência, definida em hertz mais alta do que a especificada pelo fabricante. <https://pt.wikipedia.org/wiki/Overclocking>.

[4]: o contrário de "overclocking".

[5]: De acordo com o "The Big Android Dictionary", classifica-se de "Bricked" um dispositivo cujo software tenha sido comprometido, no sentido de danificado, (geramente pelo próprio usuário) ao ponto onde o dispositivo não inicializará no Android, tornando-o tão útil quanto um peso de papel ou um tijolo. O termo "hard bricked" é usado para referenciar um dispositivo em tal estado como o resultado de um hardware com falha, enquanto que o termo "soft bricked" geralmente denota uma falha de software que pode potencialmente ser consertada. <https://android.gadgethacks.com/news/big-android-dictionary-glossary-terms-you-should-know-0165594/#jump-bricked>. Acesso em: 26 de janeiro de 2019.

[6]: "Substitute User", ou seja, Substitua o Usuário. Sob o comando "su" é possível se executar um aplicativo com as credenciais de outro usuário.

Jamenson Ferreira Espindula de Almeida Melo
Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil
Usuário GNU/Linux nº 166197
https://linuxcounter.net/cert/166197.png

Impressão digital da chave:
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